sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"No labirinto das Palavras"

"A flecha deixa de pertencer ao arqueiro, quando abandona o arco; e a palavra já não pertence a quem a profere, uma vez que passe dos lábios."
(Heinrich Heine)
Já estou pensando sobre o que escrever por vários dias, muitas são as idéias e poucas as palavras, é incrível como não consigo expressar o que realmente estou pensando e sentindo, ainda que eu domine a nossa língua, que conheça verbos, adjetivos, substantivos, pronomes e afins, que tenha o Pai dos Burros enfiado em alguma gaveta, ter todas as ferramentas, não está sendo suficiente.
Hoje estou nesta encruzilhada já tem 2hs, estou na frente do PC com as mãos na posição, começo e apago, por repetidas vezes, tento agarrar as palavras flutuantes da minha mente, quero montar esse quebra cabeça que parece ter vida própria e insiste em não se encaixar, como isso é cansativo.
Luto para alcançá-las, leio e releio enquanto se mexem frenéticamente, mordo a língua na ação do verbo, algumas se soltam, outras se partem e com grande esforço as domino, acumulo paciência para coloca-las em ordem para depois, com alívio, espalhá-las ao vento, desejando que encontre mentes que sabem e compreendem sua importância.
Eu não as despediço, sei o preço de cada palavra e de como é precioso o ignorado silêncio, então, falo o necessário quando é necessário, digo pra quem quer ouvir, me calo diante de quem não entende e escrevo, na falta de idéias, no excesso de sentimentos, sempre perdida no labirinto das palavras, a recompensa ? É a conclusão desse pequeno texto.

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