quarta-feira, 17 de outubro de 2012

"O Tempo"



Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:
tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o
que se plantou,
tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir,
tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar,
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de
se conter,
tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora,
tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar,
tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.
O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço?
Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens.
Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.
Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.
Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus.
Sei que tudo o que Deus faz permanecerá para sempre; a isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar. Deus assim faz para que os homens o temam.
Aquilo que é, já foi, e o que será já foi anteriormente; e Deus pede conta do que passou.


Rei Salomão - Eclesiastes 3:1-15


sábado, 13 de outubro de 2012

"O Sapo e o Escorpião"





Contam que um dia, um grande sapo estava à beira do rio, com o aspecto contemplativo que os sapos costumam ter e, de repente, aproximou-se um escorpião. Ciente de que aquele aracnídeo é famoso pelo poder de seu veneno e atos traiçoeiros, o sapo tratou de se afastar em fuga, mas o escorpião o tranquilizou:

“- Calma, amigo! Não precisa ter medo…”

“- Quem disse que tenho amigos como você??”

“- Sim… Compreendo… Todos falam mal de mim e têm medo porque acham que sou traiçoeiro e mato todas as criaturas com meu veneno! Mas, desta vez, não vou fazer mal a ninguém, porque preciso de um favor…”

“- Favor?? Que favor poderia eu fazer a uma criatura como você??” – perguntou o sapo, um tanto curioso.

“- Acontece que tenho negócios importantes e urgentes do outro lado do rio, mas, como o amigo sabe, não sei nadar e, portanto, preciso de alguém que me leve nas costas até a outra margem!”

O sapo não estava gostando nada daquela conversa, mas, de bom coração, perguntou:

“- Supondo que eu aceitasse levar você nas costas… Que garantia teria de que não vai me matar?”

E o aracnídeo:

“- Como eu lhe disse, são negócios importantes e tenho urgência de chegar lá, portanto, o amigo TEM A MINHA PALAVRA de que não lhe farei mal algum! Mais do que isto: serei tão grato que, se o amigo estiver em perigo, eu mesmo o protegerei!”

Ainda inseguro se estava fazendo a coisa certa ou não, o sapo aceitou. Chegou bem perto da água e, embora com muito medo, sentiu o escorpião subir em suas costas. Com muito cuidado, começou a travessia do rio, nadando na superfície da água.

Nem bem tinham chegado ao meio do rio, o sapo sentiu uma forte picada nas costas! Apavorado, gritou:

“- Está louco?? O que pensa que fez??? Ainda estamos longe da margem e, com o veneno poderoso se espalhando em meu corpo, NÓS DOIS vamos morrer! Você prometeu não me fazer mal algum!! Como pode fazer isso?”

E o escorpião, calmo e frio:

“- Sim… É verdade… Prometi! E realmente pretendia cumprir minha promessa, mas… É minha natureza de escorpião… É mais forte que eu…”

Logo em seguida os dois afundaram e foram arrastados pela correnteza do rio.