domingo, 17 de novembro de 2013

Sobre meus lençóis e travesseiros...


Eu queria ser escritora, e escritora eu tento ser, porém não é tão simples assim, um aspirante a escritor galga degraus como qualquer outro no caminho do aprendizado e sei que devo começar humildemente escrevendo sobre as coisas próximas a mim, até hoje tenho escrito sobre minha cama, sobre meus lençóis e travesseiros, sobre cobertas e edredons, mais já tenho olhado para as quatro paredes do meu quarto e estou ensaiando frases sobre ele, mais não quero só isso, quero contar e descrever cada cômodo de minha casa e então depois escrever sobre minha casa por inteiro, depois de minha casa quero poder contar do meu quintal, e depois da minha rua, do meu bairro, da minha cidade, sobre outras cidades e enfim quero escrever sobre meu país.  Mais minha ambição não termina aí, quero contar sobre todos os países e ser capaz de escrever a nível mundial, mais tenho em mim esse sentimento de que o mundo não será suficiente então já me imagino transcendendo o mundo e escrevendo sobre a galáxias e sobre o infinito até onde minha mente conseguir compreender, eu quero me perder escrevendo.

Estou tentando e até então só tenho viajado nas asas de escritores que já saíram de suas casas a tempos e me instigam a me mover, eles gesticulam pra mim dizendo: Ande, saia daí, você também consegue! E eu suspiro filosofando sobre o abismo profundo que existe entre o querer e o ser, eu não consigo atravessar. Eu queria contar histórias fantásticas, prender a atenção, influenciar pensamentos e sentimentos, queria escrever versos doces e do amor falar, quero descrever a dor, a tristeza a ponto de fazer a quem me ler chorar comigo, queria poder descrever qualquer coisa e situação e de mãos dadas com as palavras poder viajar, para qualquer tempo, qualquer mundo, qualquer lugar, eu queria ser capaz de mostrar ao mundo como é o mundo que eu vejo, como o percebo, como meus sentimentos o filtram, eu quero domar as palavras e usá-las com maestria, mas, apesar de tanto querer e insistência, apesar de escrever e escrever e escrever, quando me sinto livre e penso que consegui me releio, e, me vejo cheia de cutão, estou no mesmo lugar sob os meus lençóis, imóvel, deitada entre os meus travesseiros.

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