sábado, 9 de novembro de 2013

No tempo...




O tempo não cura nada, porém, ele traz consigo todas as respostas. Nascemos,  dividimo-nos, crescemos, regeneramos, perdemos, cicatrizamos, estagnamos, morremos e nesse ciclo constante da vida, no corpo, na alma e no espírito estamos sempre mudando e tomando forma, ocorre no universo, no mundo e comigo. Nesse texto quero falar de quando somos feridos e esperamos que o tempo naturalmente cure a ferida, porém, hoje cheguei ao entendimento que as feridas por si só se cicatrização com o passar do tempo, assim como as células precisam apenas do tempo e nutrientes para se regenerar e se fazerem novas tendo muito e todo trabalho ocorre o mesmo conosco, o trabalho de renovo é todo nosso e o tempo contribui passando para nós prosseguirmos no nosso crescimento. Tenho visto muitas pessoas esperando o tempo resolver suas questões, pessoas aprisionadas as mesmas coisas e eu também já fui assim e esperei e as vezes hoje repito isso, e esse é um triste e caro engano pois nessa situação em especial esperar não traz e nunca trará uma solução, porque na verdade concluir uma página de nossa vida e decidir virá-la cabe apenas a você e a mim.


Respostas estão fluindo enquanto o tempo corre, elas brotam em cada ferida desinfetada e em cada novo curativo me movo e sigo em frente, passo a passo, em cada minuto, estou andando e desejo muito ser diferente do que fui ontem, estou pisando com segurança no caminho a mim destinado sem medo, algumas vezes não plenamente feliz mais a caminho da minha própria felicidade, hoje vivo o tempo de encerrar o meu luto, o luto por perdas dolorosas que consumiram bastante de mim. Eu chorei tudo o que tinha pra chorar, odiei, lamentei e esbravejei, briguei comigo e com os outros, eu também já voltei atrás e perdoei até o que não precisava ser perdoado e tenho esperado o perdão do mal que fiz aos outros e hoje é o dia de deixar o que morreu e acabou descansar em paz. Vivo o momento de desfazer das roupas, dos pertences, das lembranças, de colocar tudo em uma ou várias malas e doar a quem precise, chegou a minha hora de desocupar os espaços ocupados pelo passado para ocupá-los com as novidades do presente e a esperança no que quero construir para o meu futuro, é o tempo de esquecer, a vida seguiu e estou vendo que muitos estão vivendo, muitos menos eu que insisto em ficar esperando que toda dor se cicatrize com o tempo enquanto leio e releio a mesma página da minha vida que não tem mais espaço para novas frases e resignadamente encontrou seu o ponto final.

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