terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Ser ou parecer?

 
"Deixem que cresçam juntos até à colheita. Então direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro." Mateus 13:30 NVI

Na parábola do joio e do trigo, podemos concluir que a ênfase está no fruto, pois é ele que define a qualidade da planta, da colheita e até do semeador. Li em algum lugar que o joio e trigo, crescendo no mesmo campo, têm suas raízes entrelaçadas, e é praticamente impossível fazer a colheita sem haver prejuízos para safra e agricultor. Arranque o joio, o trigo vem junto! Por isso, o mais prudente sempre foi deixá-los crescerem juntos, e quando os grãos despontam, faz-se a colheita. É com os grãos maduros que joio e trigo se diferem e então fica fácil separá-los. Grãos de trigo são pesados, graúdos e por ser o trigo maleável, naturalmente se curva. O joio, ao contrário do trigo, produz grãos sem peso e se mantém rígido, de pé. Grãos de trigo nos remetem à essência: é o que se é. Grãos de joio nos rementem à aparência: parece que é. Jesus afirmou que é pelos frutos que conhecemos as árvores. Pense nisto. Não pareça ser, seja o que Deus te chamou para ser.


Kelly S. Castro
Revista Elos | Devocional Diário | Ano 4 | nº.25 | Novembro.Dezembro/2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Os sonhos de Deus


“E ela lhe disse: "Meu senhor, juro por tua vida que eu sou a mulher que esteve aqui a teu lado, orando ao Senhor. Era este menino que eu pedia, e o Senhor concedeu-me o pedido. 1 Samuel 1:26-27 NVI

Os sonhos de Deus sempre são maiores que os nossos. Olhe o exemplo de Ana: enquanto ela queria apenas ter um filho, Deus queria um novo sacerdote e profeta para seu povo. Quando Ana entregou o seu sonho no altar do Senhor, com sinceridade e verdade, Deus o recebeu com alegria e tornou o sonho e desejo de uma simples mulher em provisão para toda uma nação. Deus a curou completamente, a agraciou com outros filhos e lhe deu muito além do seu pedido.

Os sonhos fazem parte de nós, sem eles tendemos a perder a esperança. Entregá-los e confiá-los no altar de Deus faz parte do processo de maturidade cristã e é um caminho inevitável, às vezes difícil, que no fim nos aperfeiçoa. Deus nos conhece melhor do que nós mesmos, e ele zela para que a alegria de um sonho concretizado seja não apenas nossa ou dele, mas seja também de todos que nos veem como o templo ambulante onde ele reside. Pense nisso! Deus quer te levar a uma nova realidade.


Kelly S. Castro
Revista Elos | Devocional Diário | Ano 4 | nº.25 | Novembro.Dezembro/2015

domingo, 15 de novembro de 2015

Um melhor governo


“Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus, o povo que ele escolheu para lhe pertencer!” Salmos 33:12 NVI 

No dia 15 de novembro de 1889, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do império, o Brasil deixou de ser uma monarquia constitucional parlamentarista e foi proclamada República Brasileira por D. Pedro II. O processo de instauração do regime republicano teve como antecedentes as várias crises institucionais e as manifestações ideológicas que o país sofreu ao longo das décadas de 1870 e 1880 e o primeiro presidente provisório foi Marechal Deodoro da Fonseca. 

Aproveitando esse dia e relembrando parte da história, quero comentar sobre como constantemente fracassamos como governantes diante das muitas crises e conflitos no território da nossa vida. Para o Brasil a mudança na estrutura política foi necessária e às vezes na nossa vida chegamos nesse ponto, onde a mudança deve acontecer e ser proclamada, urgentemente. Deus te escolheu, hoje permita que Ele seja o seu governante e te conduza a felicidade que Ele tem em si mesmo, em sua maravilhosa presença, e no seu amor perfeito por nós. Dê a presidência de sua vida a Ele e confie na sua competência e poder para gerenciar toda sua existência. Nosso país está indo de mal a pior e talvez a sua vida também. Acredite, Deus é a solução.

Kelly S. Castro
Revista Elos | Devocional Diário | Ano 4 | nº.25 | Novembro.Dezembro/2015

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O dia mau



Uma estudante acorda pela manhã e, mesmo sentindo uma leve dor de cabeça, cumpre sua rotina matinal e sai para enfrentar o dia. É apenas mais uma manhã, até que o celular toque e ela receba a notícia de um acidente de carro que tira a vida de seus pais e faça a dela desmoronar. O dia mau a alcançou. Não muito distante dali, um jovem executivo acompanha sua mulher em uma ultrassonografia gestacional. O bebê estava bem, crescendo saudavelmente, mas ao ver o médico repetir e repetir o exame, o jovem sente um aperto em seu coração. Seguem-se alguns longos minutos de apreensão até que, por fim, sua esposa está chorando em seus braços, quase desfalecida. Faltava tão pouco para ter nas mãos um menino. Infelizmente, faltaram também as batidas fortes de seu pequeno coração. O dia mau chegou.

Em outra parte do mundo, uma dedicada mãe de família vai a uma consulta de rotina. Seus exames serão apenas revisados. Ela não imagina que será diagnosticado um câncer em sua mama direita e que, nesse momento, iniciará um tortuoso tratamento e uma luta para continuar a sobreviver. Um gerente de banco recém-casado, bastante dedicado, responsável e comprometido com os negócios da instituição, mal sabe que sua diretoria não está satisfeita e o demitirá nessa semana, anunciando outro para seu lugar. Uma menina sabe, pela rede social, que não tem mais namorado e que sua substituta é uma ruivinha, de quem tantas vezes sentiu ciúmes. Enquanto ela chora e quebra seu celular, uma bomba cai na Síria e várias famílias são despedaçadas e tragadas pelo fogo e blocos de concreto. Assim é o dia mau. Ele não avisa. Chega quando não esperamos por ele.

Tão importante quanto os acontecimentos, é a maneira como lidamos, recebemos e tratamos com o que acontece. O dia mau também chegou em minha casa e eu chorei copiosamente enquanto, no consultório do médico, ouvia o diagnóstico sobre pessoa que mais amo e prezo: “Não tem cura, não tem tratamento e nem como reverter esse quadro...”. Por muitos dias eu chorei escondida no meu quarto, pensando, remoendo e me culpando. O dia mau chegou e eu deixei que ele me mastigasse. Não foi a melhor escolha – deixei minha esperança ser engolida. Nesse dia mau, lembrei de Deus apenas para inquiri-lo. Perguntas e queixas sufocaram minha fé, quebraram minhas pernas, e é difícil aceitar que o dia mal foi feito para mim também e que não recebi um passe livre para que ele não bata em minha porta.

Lembro-me também, no entanto, de todos os outros dias maus que vivi e me recordo bem que foi durante eles que fiz as mais sinceras orações, ou consegui demonstrar meus verdadeiros sentimentos. Pedi perdão, disse “eu te amo” e também cantei as músicas com maior emoção. Chorei lágrimas sem nenhuma reserva e aprendi o valor de cada pessoa, e a escrever um texto inteiro. Foi nos dias maus que minha escassa fé foi provada e fortalecida. Foram dias maus que me levaram adiante, mesmo quando pedi para parar, para sumir, para me esconder. Dias maus me forjaram, cavaram minhas sapatas, levantaram minhas paredes e cobriram o meu teto. Dias maus nos constroem.

Nos dias bons, das leves e doces lembranças que guardamos, vemos nossas paredes sendo coloridas, flores sendo trocadas nas janelas e reparamos nos detalhes mimosos que decoram cada canto nosso. É impressionante como ansiamos tanto pelos dias bons, desejamos o seu toque sutil de cor nova e preocupamo-nos com o que falta em alguma parede, e, em contrapartida, como nos escondemos, choramos, nos debatemos, tampamos os ouvidos, perdemos o sono, enquanto relutamos para que sapatas, paredes e telhados sejam levantados.

Não perca a esperança! Ainda que tudo seja perdido, é no dia mau que somos tudo que somos, e esse é apenas um pequeno lembrete.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

"Reflexão"

Carmelita
de Max Lucado

O ar quente pairava pesado na pequena capela do cemitério. Os que tinham leques usavam-nos para refrescar-se. Havia muita gente. As poucas cadeiras colocadas foram logo ocupadas. Eu encontrei um canto vazio de um lado e fiquei ali de pé, observando meu primeiro funeral brasileiro. 
Sobre suportes no meio da capela tinha sido colocado o caixão e nele o corpo de uma mulher morta num acidente de carro na véspera. O nome dela era Dona Neusa. Eu a conhecia por ser mãe de um de nossos primeiros convertidos, Cesar Coutinho. Ao lado do caixão: Cesar, sua irmã, outros parentes e alguém muito especial com o nome de Carmelita. 
Ela era uma mulher alta, de pele escura, quase negra. Naquele dia seu vestido era simples e seu rosto solene. Ela olhava fixamente para o caixão com seus olhos castanhos e fundos. Havia algo de nobre na maneira como ficava ali de pé ao lado do corpo. Ela não chorava aberta-mente como os demais. Nem procurava consolo com os outros enlutados. Ela só ficou ali, curiosamente quieta. 
Na noite anterior eu acompanhara Cesar na delicada missão de contar a Carmelita que Dona Neusa morrera. Enquanto nos dirigíamos para a casa dela, ele explicou-me como Carmelita fora adotada em sua família. 
Mais de vinte anos antes, a família de Cesar visitara uma pequena cidade no interior do Brasil. Eles encontraram ali Carmelita, uma órfã de sete anos, vivendo com parentes pobres. A mãe dela tinha sido uma prostituta. Ela nunca conhecera o pai. Depois de ver a criança, Dona Neusa sentiu-se comovida, sabendo que se não interferisse, a pequena Carmelita estava condenada a uma vida sem amor nem atenção. Por causa da compaixão de Dona Neusa, Cesar e sua família voltaram para casa com um novo membro. 
Enquanto eu me encontrava ali na capela funerária e olhava para o rosto de Carmelita, tentei imaginar as suas emoções. Como a vida dela tinha mudado. Fiquei pensando se a sua mente revivia as lembranças da infância quando subira num carro e se afastara para viver com uma família estranha. Num momento ela não tinha amor, um lar, nem um futuro; no momento seguinte obtivera essas três coisas. 
Meus pensamentos foram interrompidos pelo ruído de pés se arrastando. O velório terminara e as pessoas deixavam a capela para assistir ao enterro. Por causa de minha posição, bem no canto do prédio, fui o último a sair. Ou pelo menos pensei que fora. Enquanto andava ouvi uma voz suave atrás de mim. Voltei-me e vi Carmelita chorando silenciosamente ao lado do caixão. Comovido, parei na porta da capela e assisti o seu tocante "adeus". Carmelita estava sozinha pela última vez com sua mãe adotiva. Havia sinceridade em seus olhos. Era como se ela tivesse uma tarefa final a cumprir. Ela não se lamentou em voz alta, nem gritou de dor. Simplesmente inclinou-se sobre o caixão e o acariciou ternamente como se fosse o rosto da mãe. Com lágrimas silenciosas caindo sobre a madeira polida ela repetiu várias vezes, "Obrigada, obrigada". 

Uma despedida final de gratidão. 

Ao voltar para casa pensei que nós, de muitas formas, somos como Carmelita. Nós também somos órfãos amedrontados. Nós também não tínhamos nem ternura nem aceitação. E nós também fomos resgatados por um visitante compassivo, um pai generoso que nos ofereceu uma casa e seu nome.
Nossa resposta deveria ser exatamente a mesma de Carmelita, uma reação comovente de gratidão sincera pela nossa libertação. Quando ninguém mais daria por nós nem sequer o tempo de um dia, o Filho de Deus nos deu o tempo de nossa vida! 
Nós também deveríamos nos colocar na companhia silenciosa daquele que nos salvou, e chorar lágrimas de gratidão, oferecendo palavras de agradecimento. Pois não foram nossos corpos que ele resgatou, mas nossas almas.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

On-line (Conto)




Nos conhecemos on-line. Nos esbarramos por acaso. Algo chamou a atenção dela e algo chamou a minha atenção e então nos tornamos amigos virtuais. On-line conversávamos todos os dias, ríamos juntos todos os dias, sem nenhuma defesa comecei a sentir falta dela quando não estava lá e ela disse estar sentindo a minha também. On-line eram nossas vidas juntos, eu em um estado e ela em outro, então ela partilhou um pouco de seus segredos e eu, encantando com sua doçura entreguei alguns dos meus. Ela era engraçada, inteligente, sensível, ela se importava comigo, reconhecia minha existência, uma estranha on-line que me levou pela mão pelos estranhos caminhos do amor.

Quando percebi já estava muito envolvido e ela dominava minha cabeça, acordava de manhã e ela estava lá, andava pelas ruas e ela estava lá, ia dormir a noite e me revirava na cama pensando nela, e nela e nela, eu passei a ficar on-line 24 horas por ela, não importava mais nem o dinheiro curto, então, em uma conversa já sem conseguir me segurar eu disse: Eu te amo! Ela enviou risos virtuais, me chamou de lindo e nada mais e eu esperei. E de repente o que era fácil ficou difícil, ela deixou de estar sempre disponível e os diálogos viraram monólogos onde eu falava e ela respondia dias depois. Mas teimoso não cedi, eu sabia o que sentia, olhava suas fotos, relia nossas conversas, e meu coração lá, selvagem, palpitando forte e inflado de amor.

Então, não sei dizer como, nos tornamos estranhos de novo. Regredimos ao estado inicial e o amor ficou cheio de areia. Eu ainda sentia mas não era mais como antes, como as águas inconstantes do mar os nossos sentimentos marolaram para lugares diferentes. Continuamos as conversas, mais não sentia mais nenhuma verdade, então, eu falei de novo com o "dane-se" ativado: Eu te amo!! E desabafei e despejei em cima dela tudo o que pensava, o que sentia, do meu desejo de ir até ela, ainda que fosse no inferno estava disposto a ir. E ela após um silêncio que me pareceu uma eternidade respondeu que eu podia ir, que eu podia amá-la, que eu podia sentir, que eu podia ser verdadeiro, mas, que não era para esperar o mesmo dela e isso doeu. 

Fiquei magoado, ingênuo e apaixonado não percebi que em todas as vezes que disse que a amava que com risadas e palavras escorregadias ela me respondeu, estava inflado não de amor e sim de ilusões. On-line eu a queria e queria tornar isso tão real quanto minha respiração agora enquanto digito, eu queria dar para ela tudo de mim e ela sem rodeios me disse que não tinha nada para me dar, se ela tivesse me dito que amava outro teria sido menos doloroso.

Então, decidi não mais ficar on-line. Ainda pensava nela, ainda desejava ela, ainda queria ela, mas sem as ilusões tudo ficou tão pequeno e medíocre que passou a ser suportável. Nas poucas vezes que ficava on-line ainda conversávamos, ainda ríamos, ainda era bom, o sentimento era real em mim, mas, eu vi quem ela era e o que sentia e com essa verdade atravessada na minha carne perdi o interesse de continuar conectado. 

Passaram muitos e muitos dias de vazio e então do nada e sem rodeios ela me disse: Sinto sua falta! Onde está o seu amor? Como imaginei nada disso era real! Li suas palavras com pesar e respondi: o amor é verdadeiro, mas, o que você fez com o amor que revelei? Você o rejeitou e disse não ter nada em você para mim, o que mais você quer? Ela disse: Venha a minha cidade! Vamos nos conhecer! Então, tudo o que estava morto voltou a vida, mesmo sem grana comprei as passagens para dali a 45 dias e esses foram os 45 dias mais longos que eu já vivi na minha vida, o coração doía e estava apertado, quando finalmente chegou o dia do embarque, no aeroporto eu era todo agitação, batendo a perna sem parar. Ao aterrissar em sua cidade a encontrei no aeroporto, teria pouco tempo mas, para mim seria o suficiente, precisava ter certeza, precisar ver com meus olhos e se possível com minhas mãos.

Ela era linda e muito simples, estava tímida e tão nervosa quanto eu, ela me conduziu por sua cidade, me contou algumas histórias, suas mãos estavam suadas e frias e eu a olhava, a devorava com os olhos, eu queria saber, então a beijei, primeiro com calma para conhecer o território e ela não apresentou nenhuma resistência e depois a beijei com toda a fome que eu estava sentindo por ela. Ela escorreu pelos meus braços, suspirou em meu pescoço, se enroscou no meu peito, e eu a amei de novo, mas, quanto mais a olhava nos olhos mais ela desviava o olhar, ela não conseguia mantê-los firmes em mim, mas, na hora, não me importei, era real, eu a queria e eu a tinha.

Passeamos pela cidade, comemos juntos, andamos de mãos dadas, eu lhe dei todo o carinho que eu tinha em mim e ela absorvia tudo como uma esponja sem dizer nenhuma palavra, fora: essa rua é isso, aquela casa é aquilo. Andamos de mãos dadas pelas ruas e sorrimos como namorados, mais eu sabia e via claramente onde estava o amor e onde estava a ilusão, quando chegou a hora de eu ir embora, ela em silêncio me acompanhou até o aeroporto e após fazer o check-in ela disse: vou embora! Eu lhe dei o amor que tinha, lhe dei um último beijo, lhe dei os meus braços, cheirei seus cabelos cacheados, senti o calor de sua pele, segurei seu doce rosto em minhas mãos, não queria esquecer nada e queria lembrar com precisão desse tênue limite entre virtual e real, entre o amor e a ilusão, entre expectativa e engano e enquanto saboreava seus lábios eu decidi que não ficaria perdido nesse território perigoso e hostil do mundo on-line onde os sentimentos são indefinidos, não nomeados e revelados. 

Cheguei em minha cidade bem, a viagem foi tranquila e eu estava leve, tudo sobre esse assunto eu deixei espalhado naquela cidade, ficamos muitos dias sem se falar apesar de estarmos conectados e quando finalmente ela falou comigo, disse:


Ela:oi

Eu: oi, td bem?

Ela: td, e vc?

Eu: td bem tbm!


Nós dois não tínhamos mais nenhuma palavra, on-line essa história começou e on-line ela terminou tendo como ponto final o cursor piscando, na expectativa triste e romântica da continuidade de um amor on-line, que na verdade, nunca existiu.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

1ª Publicação


"Nenhum escritor esquece a primeira vez em que lhe aceitaram um texto, ó, tenho de lhe dizer que ficar tonto de entusiasmo não é uma mera frase" disse Truman Capote.  A Revista Elos na edição de Março/Abril 2015 me deu essa oportunidade e agora com a revista em mãos me faltam palavras para dizer o que sinto já que continuo tonta e tombando em todos os lugares. 
Sem dúvidas estou recebendo o melhor de todos os presentes de aniversários (dia 01/03/15) que já ganhei na minha vida e agradeço a Deus, o texto é Dele, é por Ele e para Ele, aliás, tudo que escrevo e o meu desejo é que minhas experiências, sentimentos e palavras apresentem e contem desse Deus tão bom, falem do seu amor por nós em nós e de como podemos ser diferentes quando descansamos Nele, para quem quiser conhecer segue a versão online da revista: http://issuu.com/revista-elos.

Obrigado Senhor pelo aniversário feliz.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Conselhos para 2015



#1 Não assuma compromissos do tipo “vou iniciar uma dieta”, “vou começar alguma atividade física”, “vou terminar o curso de inglês”. Esse tipo de coisa serve apenas para acumular culpa e frustração sobre os seus ombros.

#2 Não acredite nesse pessoal que diz que “sem meta você não vai a lugar nenhum”. Pergunte a eles por que, afinal de contas, você tem que ir a algum lugar. Trate esses “lugares futuros imaginários” apenas como referência para a maneira como você vive hoje – faça valer a caminhada: se você chegar lá, chegou, se não chegar, não terá do que se arrepender. A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.

#3 Não faça nada que vá levar você para longe das suas amizades verdadeiras. Amizades levam um tempão para se consolidar e um tempinho para esfriar, pois assim como a proximidade gera intimidade, a distância gera esfriamento e fragiliza os vínculos.

#4 Não perca tempo discutindo religião, política e futebol. As paixões moram numa nuvem que os argumentos não alcançam.

#5 Não fique arrumando desculpas nem explicações para as suas transgressões. Quando cometer um pecado, assuma, e simplesmente diga “minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa” e “fiz sim, me perdoe”. Comece falando com Deus e não pare de falar até que tenha encontrado a última pessoa afetada pelo que você fez.

#6 Não faça nada que cause danos à sua consciência. Ouça todo mundo que você confia, tome as suas decisões, e assuma as responsabilidades. Não se importe em contrariar pessoas que você ama, pois as que também amam você detestariam que você fosse falso com elas ou se anulasse por causa delas.

#7 Não guarde dinheiro sem saber exatamente para que o está guardando. Dinheiro parado apodrece e faz a gente dormir mal. Transforme suas riquezas em benefícios para o maior número de pessoas. É melhor perder o dinheiro que ocupa seu coração, do que o coração que se ocupa do dinheiro.

#8 Não deixe de se olhar no espelho antes de dormir. Caso não goste do que vê, e isso se repita muitas vezes, não hesite em perder a noite de sono para planejar o que vai fazer na manhã seguinte. Ao se olhar no espelho ao amanhecer, lembre que com o sol chega também a misericórdia de Deus: a oportunidade de começar tudo de novo.

#9 Não leve mágoas, ressentimentos e amarguras para o ano que vem. Leve pessoas. Sendo necessário, perdoe ou peça perdão. Geralmente as duas coisas serão necessárias, pois ninguém está sempre e totalmente certo. Respeite as pessoas que não quiserem fazer a mesma viagem com você.

#10 Não deixe de se perguntar se existe um jeito diferente de viver. Não acredite facilmente que o jeito diferente de viver é necessariamente melhor do que o jeito como você está vivendo. Concentre mais energia em aprender a desfrutar o que tem do que em desejar o que não tem.

#11 Não deixe o trabalho e a religião atrapalharem sua vida. Cante sozinho. Leia poesias em voz alta. Participe de rodas de piada. Não tenha pressa de deixar a mesa após as refeições. Pegue crianças no colo. Ande sem relógio. Fuja dos beatos.

#12 Não enterre seus talentos. Nem que seu único tempo para usá-los seja da meia noite às seis. Ninguém deve passar a vida fazendo o que não gosta, se o preço é deixar de fazer o que sabe. Útil não é quem faz o que os outros acham importante que seja feito, mas quem cumpre sua vocação.

#13 Não crie caso com sua mulher. Nem com seu pai nem com sua mãe. Nem com seu irmão nem com sua irmã. Caso eles criem com você, faça amor, não faça a guerra. O resto se resolve.

#14 Não jogue fora a utopia. Ninguém consegue viver sem acreditar que outro mundo é possível. Faça o possível e o impossível para que esse outro mundo possível se torne realidade.

#15 Não deixe a monotonia tomar conta do seu pedaço. Ninguém consegue viver sem adrenalina. Preste bastante atenção naquilo que faz você levantar da cama na segunda-feira: se for bom apenas para você, jogue fora ou livre-se disso agora mesmo. Caso não queira levantar da cama na segunda-feira, grite por socorro.

#16 Jamais se esqueça que a pessoa mais importante do mundo é aquela que está na sua frente. Não a que está no whats app, nem no facebook, nem no instagram.

#17 Não deixe de dar bom dia para Deus. Nem boa noite. Mesmo quando o dia não tiver sido bom. Com o tempo você vai descobrir que quem anda com Deus não tem dias ruins, apenas dias difíceis.

#18 Não negligencie o quarto secreto onde você se encontra com seu eu verdadeiro e com Deus – ou vice-versa. Aquele quarto é o centro do mundo – o mundo todo cabe lá dentro, pois na presença de Deus tudo está e tudo é.

#19 Não perca Jesus de vista. Não tente fazer trilhas novas, siga nos passos dEle. O caminho nem sempre será tão confortável e a vista tão agradável, mas os companheiros de viagem são incomparáveis.

#20 Não caia na minha conversa. Aliás, não caia na conversa de ninguém. Faça sua própria lista. Escolha bem seus mestres e suas referências. Examine tudo. Ouça seu coração – geralmente é ali que Deus fala. Misture tudo e leve ao forno.

#21 Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar”.